Vou vagando em pensamentos vagos.
Recordo um dia distante, busco sentido para as palavras.
E acordo sob a luz da ignorância total...
Não tenho controle.
Não tenho destino.
Tenho dúvidas.
Procuro infinitamente a mim mesma.
Entendo-me perdida.
Escrevo coisas, sem pensar no que são.
Não leio, nem corrijo. Não modifico.
Apenas o grafite trabalha no papel em branco.
Não penso, escrevo. Não quero pensar.
Continuo a escrever, não leio. Não olho.
Escrevo...
Paro.
Tomo o lápis.
Agora sou eu.
Sim... Agora vejo. Não quero a borracha.
Quero seguir em frente. As linhas acima permanecem vivas, mas não vão comigo. Ficam onde estão.
Prossigo. Ainda não pensei em alterar os escritos.
Apenas sigo. Vejo o final da página, está próximo.
Logo chegarei ao fim e terei de virá-la. Farei.
Faltam seis. Preciso preparar-me para isso.
Cinco, e já não serei mais isso de agora.
Ainda quatro: quero começar de novo.
Três e já não haverá enganos.
Sim, agora só duas.
Enfim, vou adiante. E o lápis vem comigo...
Bárbara
domingo, 14 de outubro de 2007
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Ressaca do mar...
Ia-te, e eu preferia que ficasse.
Então era a minha vez de partir.
Ia você, ia eu. Íamos.
Mas, assim com as marés sempre retornam, sempre voltavas.
Eu, longe onde estava, era novamente atraída,
E todos os pensamentos de outrora tornavam-se areia.
Evitando mais uma retirada, eu buscava os motivos, as verdades.
Não queria mais a oscilação das águas,
Queria a certeza da terra.
Assim, percebi que por mais que quisesse, eu não havia mudado.
Fui sempre a mesma.
E você, para mim, sempre o mesmo.
Sempre você...
Bárbara
Ia-te, e eu preferia que ficasse.
Então era a minha vez de partir.
Ia você, ia eu. Íamos.
Mas, assim com as marés sempre retornam, sempre voltavas.
Eu, longe onde estava, era novamente atraída,
E todos os pensamentos de outrora tornavam-se areia.
Evitando mais uma retirada, eu buscava os motivos, as verdades.
Não queria mais a oscilação das águas,
Queria a certeza da terra.
Assim, percebi que por mais que quisesse, eu não havia mudado.
Fui sempre a mesma.
E você, para mim, sempre o mesmo.
Sempre você...
Bárbara
Assinar:
Postagens (Atom)