terça-feira, 2 de outubro de 2007

Ressaca do mar...
Ia-te, e eu preferia que ficasse.
Então era a minha vez de partir.
Ia você, ia eu. Íamos.
Mas, assim com as marés sempre retornam, sempre voltavas.
Eu, longe onde estava, era novamente atraída,
E todos os pensamentos de outrora tornavam-se areia.
Evitando mais uma retirada, eu buscava os motivos, as verdades.
Não queria mais a oscilação das águas,
Queria a certeza da terra.
Assim, percebi que por mais que quisesse, eu não havia mudado.
Fui sempre a mesma.
E você, para mim, sempre o mesmo.
Sempre você...

Bárbara