Vou vagando em pensamentos vagos.
Recordo um dia distante, busco sentido para as palavras.
E acordo sob a luz da ignorância total...
Não tenho controle.
Não tenho destino.
Tenho dúvidas.
Procuro infinitamente a mim mesma.
Entendo-me perdida.
Escrevo coisas, sem pensar no que são.
Não leio, nem corrijo. Não modifico.
Apenas o grafite trabalha no papel em branco.
Não penso, escrevo. Não quero pensar.
Continuo a escrever, não leio. Não olho.
Escrevo...
Paro.
Tomo o lápis.
Agora sou eu.
Sim... Agora vejo. Não quero a borracha.
Quero seguir em frente. As linhas acima permanecem vivas, mas não vão comigo. Ficam onde estão.
Prossigo. Ainda não pensei em alterar os escritos.
Apenas sigo. Vejo o final da página, está próximo.
Logo chegarei ao fim e terei de virá-la. Farei.
Faltam seis. Preciso preparar-me para isso.
Cinco, e já não serei mais isso de agora.
Ainda quatro: quero começar de novo.
Três e já não haverá enganos.
Sim, agora só duas.
Enfim, vou adiante. E o lápis vem comigo...
Bárbara
2 comentários:
Muitas vezes nos sentimos sem o nosso Norte interior. Vagamos dentro de nós mesmos procurando explicações pra as pequenas coisas do nosso quotidiano. Não vejo muita sobriedade no que faço todo dia, pois me considero um autômato, em quase todas as minhas ações rotineiras. E assim vai se levando a vida. Num estado de subconsciência.
Bjo, estalo e alaúde...
As Coisas que eu dezia Calado
Por pensar so em mim
Não consigo te esquecer
Quando eu não queria mais amar
Eu amei você
Tive tanto pra dizer
Mas eu sempre me calei
Por não saber o que faria
Se eu tivesse que te perder
Mas eu te perdia
Quando me faltou mais força
Pra te abraçar mais forte
Sem deixar que você fosse
Sem saber que eu te queria
Pra te fazer de minha
Por tanto medo de sofrer
Eu fechei os olhos
Pra não vê-la se despedir
Escancarei minhas lágrimas
Sem pedir pra voce desistir
Quando eu não pensava em amar
Eu dizia, baixinho, que eu te amo.
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