Hoje acordei lúcida.
Pensamentos me tomaram em turbilhão, e finalmente entendi.
Entendi que, por mais que eu tente e precise disso, não posso romper o silêncio.
Entendi que as palavras vêm à boca apenas quando existem para serem ditas.
Compreendi que não basta ter tudo para dar certo. Que afinidades são apenas ponto de partida e que gostar pode não ser suficiente.
Vi que as pessoas te procuram quando precisam de você e, se não o fazem, é porque na realidade não precisavam tanto assim.
Vi que o tempo realmente leva tudo, principalmente aquilo que você gostaria que ficasse por aqui.
Vi que palavras podem ser muito bonitas, mas que se não forem combinadas a bonitas atitudes, só fazem machucar mais.
Compreendi o movimento. A chuva cai e volta a subir. O sol some e volta a surgir.
Se a natureza impõe sua lei aos homens, não sou eu quem vai querer mudar isso.
Decidi não insistir na tentativa de harmonizar coisas, pessoas e situações incompatíveis entre si.
Decidi não querer entender o que ninguém pode explicar.
Decidi fazer das pessoas um ramo da minha vida, cujas folhas podem secar e cair, sem que com isso eu me vá também.
Preferi abraçar o mundo, mas só no pensamento.
Resolvi continuar amando, tudo e a todos, porque preciso disso, mas sem esperar nada.
E essas reflexões, tão abissais quanto etéreas, são a resposta às minhas dúvidas.
Se o tempo te quer levar, e se você quer ir, quem sou eu pra pedir que fique?
Como dizes, o tempo é o senhor de tudo. E eu não vou lutar com ele...
Bárbara [28/01/07 às 13:37h PM]
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