sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Recônditos rincões

Sentir tudo. Sentir nada. Sentir, apenas.
Como distinguir as sensações?
Vem-me a consciência uma lembrança.
O que ela me traz?
Saudade? Vertigem?
Não sei dizer.
Aliás, pouco tenho a dizer, porque pouco sei.
Por que penso, quando sei que isso nunca resolve?
Por que eu não simplesmente aceito, como tanta gente faz?
Por que eu não esqueço de uma vez?

Perguntas, apenas.
Inevitavelmente acordarei amanhã e pensarei tudo novamente.
E inutilmente, eu diria.

Pensar às vezes me irrita. E eu, que não tenho tido paciência para tantas coisas, desejo infinitamente dormir.
Não para sempre, mas até que eu consiga acordar e, milagrosamente, não pensar naquele fato. Ou na ausência dele.
Não pensar no quão estúpida eu consegui ser. Não pensar no que me machuca ainda.
Esquecer.
Esquecer logo.
Esquecer tudo.
Dormir em paz.
Acordar em sol...

Bárbara [17/03/07 às 02:42h AM]

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