O que resta?
O começo de um vazio que sempre esteve lá, camuflado em palavras futuras, imerso na fatalidade do "não poder".
O que resta?
O saber-se só, que na noite do ocorrido é a única certeza do mundo.
Mas o que resta?
A eternidade de tudo, desse sentimento de impotência, do não saber, do não querer. A sensação de nunca estar certo, a vontade de se esconder, o desejo de não pensar.
O que resta mais?
Uma comunhão de sons, que se traduzem a todo momento em simples ondas de insignificante amplidão.
Resta a verdade do dia a clarear, que demora a chegar, o fim da noite longa que se fez. Sem vontade, sem sono, sem sonho.
E o que resta, então?
Resta tudo, nada, mas talvez algo. E o que vem a seguir é tudo o que não sei.
Há muito se perdendo. Há muito a se perder. É o que sei dizer...
Bárbara [08/07/07 às 21:25h PM]
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